Todos os dias centenas de blogs são criados na internet. Com o objetivo de comentar questões pessoais, dar noticias, escrever textos, mostrar fotos, fazer um diário ou passar o tempo, as pessoas criam suas próprias páginas online.
“Essas páginas podem ser acessadas por qualquer usuário da internet, como qualquer outro website, e ainda permitem que os visitantes deixem os seus próprios comentários sobre o que está publicado ali, passando de consumidores a co-produtores do conteúdo.” Disse Lacy Barca, jornalista dona do blog AmigaJane (http://amigajane.wordpress.com), criado por ela, em julho deste ano, com dicas e receitas de pratos deliciosos, comentários sobre o mundo da TV e, sobretudo, instrumento de participação no mundo digital.
O termo weblog foi criado em 1997. Em uma brincadeira em seu próprio blog, Peter Merholz(Peterme.com) usou a palavra em uma frase we blog. Com o pronome we, igual a nós em português, a palavra se transforma em verbo, do inglês “to blog”, significando alguém que publica algo em um blog. A importância dos blogs cresceu rapidamente, em 2002 Markos Moulitsas começou o Dailykos.com e chegou atingir a marca de um milhão de visitantes por dia. Certamente o impacto e a influência dos blogs são gigantescos, mas o que leva uma pessoa a entrar em um? Segundo Felipe Câmara, publicitário e blogueiro, “as pessoas querem informações mais profundas sobres os temas. Querem ouvir opiniões e poder responder quase que instantaneamente, existe uma possibilidade de interação”.
A história mundial também ajudou a dar credibilidade aos blogs que se constituíram rapidamente em um meio de disseminar informações. Enquanto os meios tradicionais, a imprensa de massa, é obrigada a seguir ordens que têm a ver com o projeto político ou comercial de seus proprietários, os blogueiros não têm obrigações ou compromissos de qualquer natureza e podem publicar o que bem entenderem.
Assim, informações antes escondidas passaram a vir à tona. Alguns blogs foram muito importantes durante a Tsunami de dezembro de 2004, como, por exemplo, o Medicins Sans Frontieres, que recebeu mensagens SMS de vítimas das áreas afetadas no Sri Lanka e no Sul da Índia. A mesma coisa aconteceu durante o furacão Katrina em agosto de 2005, algumas pessoas conseguiram manter seus computadores ligados e conectados à Internet para mandar informações.
Tayana Zatarian Pederneiras
Andrea Andion Teixeira
Rodrigo Marcolini
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